Aaron Mannes in Folha on Prisoner Exchange with the PA

The other day I gave an interview to Folha the largest circulation paper in Sao Paulo. We discussed Israel’s plan to release almost 200 prisoners to the PA. I explained that the idea was to strengthen PA President Mahmoud Abbas while putting pressure on Hamas to release Gilad Shalit. I also noted that these scenarios were unlikely, Abbas is simply too weak and Hamas’ price for releasing Shalit is too high.

Unfortunately, the interview was published in Portuguese, I language I don’t know.

26/08/2008 – 16h49
Libertação de prisioneiros de Israel é ato marginal, diz especialista

FERNANDO SERPONE
da Folha Online

A libertação de quase 200 prisioneiros palestinos feita por Israel nesta segunda-feira é vista como uma ação marginal que não irá fortalecer o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, envolvido nas conversas de paz com o governo israelense. Essa é a opinião de Aaron Mannes, autor do livro “Perfis do Terror: O guia para as organizações terroristas do Oriente Médio” (Ed. Rowman & Littlefield, 2004).

“Os israelenses vêm tentando fortalecer Abbas nos últimos cinco anos e nada funciona”, afirmou Mannes em entrevista por telefone à Folha Online. Para o estudioso, a organização palestina que detém o poder é o grupo radical Hamas –partido político com braço armado–, procurado por autoridades israelenses e jordanianas para negociações, segundo Mannes, apesar de o grupo não reconhecer a existência de Israel.

Cerca de mil prisioneiros palestinos foram libertados desde que o Hamas tomou o controle da faixa de Gaza, em junho de 2007, após violentos confrontos com o secular Fatah –de Abbas, que foi expulso do território e se concentrou na Cisjordânia. As libertações são vistas como um esforço para fortalecer Abbas e legitimá-lo como interlocutor do povo palestino.

A libertação desta segunda ocorreu horas antes de a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, chegar a Israel. Essa é a sétima viagem de Rice ao Oriente Médio desde a conferência de Annapolis, nos EUA, em novembro de 2007, quando as negociações entre israelenses e palestinos foram retomadas após um hiato de sete anos.

Washington tenta costurar um acordo entre os israelenses e palestinos até o fim deste ano, quando termina o mandato do presidente dos EUA, George W. Bush. “Bush e Rice, assim como [o premiê de Israel, Ehud] Olmert, gostariam de deixar um acordo como seu legado”, disse o professor. No entanto, as negociações a portas fechadas mantidas nos últimos nove meses praticamente não apresentam resultados.

“Creio que esse tipo de atitude seja marginal”, afirmou o analista. “É mais um gesto. Os assuntos principais são deixados de lado e eu não creio que medidas como essa ajudem.”

Para Mannes, há uma série de questões, entre elas as divisões internas do Fatah, que inviabilizam um acordo na região.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

*

Folha Online – O sr crê que essa libertação possa fortalecer Abbas entre os palestinos?

Aaron Mannes – Não. É uma idéia legal, mas não. Os israelenses têm tentado fortalecer Abbas nos últimos cinco anos e nada funciona. Você viu Abbas reclamando, que os israelenses estão falando com o Hamas, estão falando com o Hizbollah, enquanto falam com ele. E, creio que, pelos padrões da Autoridade Nacional Palestina, ele não é a pior pessoa.

O Hamas já está com o vento nas costas. Eles dominam Gaza e estão competindo na Cisjordânia. Também não é claro o quão poderoso Abbas é dentro do Fatah. O Fatah é uma organização bastante complexa. Há o Farouk Kaddoumi, que é de fato o líder internacional do Fatah, e ele é linha-dura em absoluto. Ele também é bem velho, é difícil saber o seu poder, mas apenas para mostrar que na geração de Abbas no Fatah há divisões. E então, há a questão de quanto essa geração influencia. Muito das discussões sobre troca de prisioneiros se foca em Marwan Barghouti, que é tido como um presidente em potencial da ANP. Ele é algumas décadas mais novo que Abbas, e é um exemplo da nova geração. Ele nasceu e cresceu na Cisjordânia. Abbas veio da turma que passou décadas no exterior e que voltou com o processo de paz de Oslo (1996).
Folha Online/Folha Online
mapa Israel

Estamos em dias ruins para vários políticos. Olmert está de saída. Bush está de saída. Bush e Rice, assim como Olmert, gostariam de deixar um acordo como seu legado. Então isso (a libertação) ao menos cria um tipo de sentimento bom e empatia. E há um outro ponto que faz esse processo precisar seguir adiante. Sob tudo isso, todos na região estão preocupados com o Irã. A maioria das potências regionais, Egito, Arábia Saudita, estão preocupados com isso. Eles não amam Israel, mas reconhecem qual é a real ameaça. E enquanto esse processo continue público, as potências regionais podem conversar e ver como lidar com o Irã. É um evento com várias camadas.

Os israelenses pensam também que isso pode ajudar a libertar Gilad Shalit (militar israelense capturado por militantes palestinos da faixa de Gaza há dois anos).

Folha Online – O senhor crê que essa libertação é resultado de pressão americana –e/ou para agradar os americanos– ou é uma medida que os israelenses consideraram necessária?

Mannes – Provavelmente, é mais um assunto interno. Israel faz essas libertações freqüentemente. O Shin Beit (inteligência interna de Israel) disse que essas pessoas provavelmente não voltarão a realizar atividades terroristas. Então há uma questão moral, e não estou tão seguro se há uma questão de segurança. Talvez os EUA pediram que Israel desse uma força a Abbas, mas os israelenses não o fariam se eles não sentissem que isso poderia ajudar.

Folha Online – Como essa libertação pode ser positiva para o governo israelense? Pode fortalecer o Kadima?

Mannes – Há uma luta dentro do Kadima. (O ministro dos Transportes) Shaul Mofaz e (a chanceler) Tzipi Lvini a estão lutando. Mofaz, ex-chefe do Exército de Israel, diz que Israel não deveria libertar os prisioneiros, pois isso os faz parecer fracos. Olmert, que ainda é premiê, diz que justamente porque Israel é forte que podem fazer isso.

Mas eu creio que esse tipo de atitude seja marginal. É mais um gesto. Os assuntos principais são deixados de lado e eu não creio que medidas como essa ajudem.

Folha Online – Até o momento, cerca de mil prisioneiros –principalmente do Fatah e de grupos de esquerda– foram libertados por Israel desde que o Hamas dominou a faixa de Gaza. O senhor disse que esse tipo de medida é mais marginal, mas ainda assim o senhor crê em algum resultado prático oriundo dessa política?

Mannes – A questão real é que os israelenses basicamente conseguiram vencer o conflito com os palestinos. A habilidade dos palestinos de atacar Israel está extremamente limitada agora.

Ao mesmo tempo, vemos reformas políticas entre os palestinos –eles podem ser fortes o suficiente para assinar um acordo, mas isso está se mostrando bastante difícil. Reformar a cultura política não é fácil, como vimos na última década. Sou cético de que o Fatah esteja se fortalecendo. O Hamas parece mais forte. Os jordanianos estão conversando com o Hamas, e os jordanianos não gostam do Hamas, mas eles estão vendo onde está o poder.

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3 Responses

  1. You wrote: “Abbas is simply too weak and Hamas’ price for releasing Shalit is too high.”

    You are correct. In this situation, the risks outweigh the rewards. That said, I wish I could read the entire interview in English. 🙂
    Regards,
    Kelly Yip

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